quinta-feira, 12 de abril de 2012

ALCANÇANDO A MATURIDADE


"Porque sou do tamanho do que vejo. E não do tamanho da minha altura..."
(Fernando Pessoa)

“Há tempos venho refletindo sobre o tema “maturidade” e tenho percebido uma certa resistência das pessoas quando falamos sobre isso.
Ouço diversas opiniões e acho interessante, pois percebo o quanto somos diferentes uns do outros e o quanto isso é importante para nossas vidas.
Podemos a todos os momentos aprender com isso, com pontos de vista diferentes e maneiras diversas de enxergar a vida....
Percebei que maturidade é algo ainda muito questionado entre nós, pois para termos isso em nossas vidas, não basta apenas “ anos de vida” mas sim como
vivemos esses “anos em nossas vidas”. Até mesmo depois de tempos de existência, ainda temos muito o que amadurecer, principalmente quando vivemos em épocas de inovação,
época de uma outra realidade onde aquilo que tínhamos como certo e verdadeiro em nossas vidas, poderá dar espaço a outro aprendizado,
sendo necessário “ esvaziar “ o velho para que o novo comece a fazer parte de nós.
Para isso é necessário mudar, e quando falamos em mudança temos medo do que possa vir acontecer.
Mas mudar significa muitas vezes sair de nossa condição ( muitas vezes cômoda ) para fazer e agir diferente, sendo necessário em alguns momentos abrir mão de algo
para conquistarmos coisas novas em nossas vidas.
Mudar é amadurecer, é em um determinado momento de nossas vidas, traçar um novo caminho onde a única certeza que temos naquele momento,
é a vontade de querer acertar novamente.
Amadurecer, é muitas vezes sofrer uma transformação e viver uma outra realidade, um outro momento.
E alcançar a maturidade é difícil, pois amadurecer é perceber a hora certa de aproveitar um momento, uma oportunidade,
tomando o cuidado de não deixar “ apodrecer ” o fruto de nossas vidas, aquele nosso sonho ou desejo simplesmente pela nossa falta de atenção de enxergar a hora certa de colher...
Alcançamos a maturidade, quando deixamos nossa vaidade de lado para fazermos o que tem q ser feito, não importante com o que os outros dirão a respeito,
pois as críticas sempre farão parte de nossas vidas.
Caberá a nós saber lidar com elas...
Alcançamos a maturidade, quando aprendemos que caridade não significa dar o que sobra, mas muitas vezes dividir o pouco que temos.
Ser caridoso não significa ser tolo, mas sim ter em seu coração o desejo de ajudar.
Nem sempre a ajuda que a vida pede é financeira, muitas vezes alguém precisa simplesmente ser ouvido, de um simples abraço...
E você, já abraçou alguém hoje?
Alcançamos a maturidade, quando percebemos que para ser feliz, basta querer ser....
Felicidade é algo que não está nas mãos dos outros, mas sim nas nossas.
Compartilhar nossa felicidade é possível, esperar que alguém nos faça feliz não, pois depende de nós para que isso aconteça.
Alcançamos a maturidade, quando aprendemos que “dar a outra face” não significa “ apanhar de novo”, mas sim dar uma nova chance a quem errou...
Lembrando que se hoje houve erros, devemos refletir pois amanhã poderá ser nós o autor desse erro...
Daí, com o mesmo “peso” que julgarmos, seremos julgados.....
Alcançamos a maturidade, quando percebemos que “perdoar” não significa apenas pronunciar: Eu te perdôo...
Perdoar é sentir nosso coração em paz quando nos deparamos com aquela pessoa que, supostamente errou contra nós...
Com o tempo, perceberemos que somos mais perdoados do que perdoamos....
E porque então, quando temos a oportunidade de perdoar alguém, não assim fazemos?
Puramente por orgulho nosso...?
Alcançamos a maturidade, quando deixamos de lado todo o orgulho que temos dentro de nós e vivemos a vida em sua totalidade.
Perceba algo agora:
Retire 03 situações de sua vida nesse momento:
Sua classe social, sua raça e suas roupas.
O que sobra...?
Mas o que diferenciará uma pessoa da outra nessa situação?
Agora, retire também o dom de falar e nossa inteligência, algo que Deus nos proporcionou...
O que resta...?
Até quando iremos fazer diferença uns dos outros, simplesmente por nossa condição de vida ou maneira de se vestir?
Ser ignorante não significa ser menos favorecido culturalmente, mas sim não ter olhos para enxergar a vida e perceber que se existem diferenças, são elas apenas momentâneas...
Alcançamos a maturidade, quando aprendemos que amar não significa dizer apenas “eu te amo”, mas sim aceitar as pessoas como elas são,
mesmo sabendo que elas poderão nos decepcionar lá na frente...
E decepção não significa somente que alguém “pecou” contra nós, mas que muitas vezes criamos “pessoas e situações” da qual queríamos que fosse da nossa maneira,
quando na verdade as coisas são como são e não devemos culpar os outros pelas nossas falhas...
Amar é bem diferente do que ser possessivo...
É muitas vezes abrir mão daquilo que acreditamos ser nosso, para seguir seu rumo, mesmo sendo ele diferente do nosso....
Alcançamos a maturidade quando pedimos a Deus algo, e deixamos ele agir...
Alcançamos a maturidade, quando aprendemos que, aquilo que sabemos ou temos como verdade em nossas vidas, pode ser pouco diante de tudo do que Deus criou,
e ainda cria....
A vida muitas vezes nos coloca diante da seguinte escolha:
Você quer ser feliz, ou somente ter razão?
Alcançamos a maturidade, quando percebemos que ainda temos muito o que amadurecer....”
Um forte abraço a todos!
Junior Pereira

terça-feira, 13 de março de 2012

MACUMBA


Olá irmãos!

Fiquei um tempo distante das atualizações do blog, mas voltei às postagens.
Pretendo escrever textos e artigos próprios, mas não tenho experiência portanto estou ainda um pouco insegura, mas como é uma atividade que quero desenvolver, vou aproveitar para exercitar por aqui.
Para começar a retomada de postagens, compartilharei com vocês um texto do nosso irmão Alexandre Cumino que li hoje pela manhã:

Macumba
Parece que a palavra macumba sempre incomoda os mais puritanos.
Durante muito tempo eu afirmei:
"Não sou macumbeiro sou umbandista, macumba é um instrumento de percussão".
Afinal a palavra macumba hoje tem uma carga pejorativa na boca e na mente de gente ignorante.
Mas eu não ignoro o que seja macumba, então porque esta palavra teria uma conotação pejorativa para mim?
Macumba é um instrumento sim, mas também foi o nome dado aos cultos afro-brasileiros no Rio de Janeiro, antes da Umbanda se tornar tão popular naquele estado. Tudo era chamado de macumba, sociólogos como Roger Bastide identificam a macumba como um culto.
Mas é certo que com o tempo a palavra, macumba, passou a determinar e identificar tudo o que era afro brasileiro ou afro indígena e correlatos. Passou a ser uma palavra genérica, muito mais usada pelos preconceituosos para identificar praticantes de: Candomblé, Umbanda, Omolocô, Tambor de Mina, Catimbó, Jurema, Encantaria, Terecô, Batuque e outros...
E a gente, os "macumbeiros", passa a vida dizendo:
"Não sou macumbeiro, sou isso ou aquilo, macumba é um instrumento de percussão (que a maioria nem sabe qual)".
E o pior entre nós sempre ficam as brincadeiras, em tom descontraído, ficamos nos chamando de macumbeiros para nos provocar e provocar risos, e ironizar a critica e o preconceito...
Pois bem, ja disse antes e repito:
Sou Umbandista e como umbandista, MUITO PRATICANTE, sou o que todo preconceituoso chama de macumbeiro.
Sou Umbandista e sou macumbeiro...
Eu sou ... UMBANDISTA e MACUMBEIRO...
Afirmar que faço macumba no lar em momento algum é falta de respeito com quem faz evangelho no lar... mas cada um na sua.
Para quem quer entender uma palavra basta, para quem não quer entender nenhuma palavra serve.
Bom dia aos macumbeiros...


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

IRRADIAÇÃO DA GERAÇÃO


Olorum cria e gera em Si mesmo tudo o que existe e tem nesta Sua faculdade criativa e geradora uma de Suas qualidades, pela qual Sua gênese divina vai surgindo e concretizando-se, já como o meio e como os seres que nele vivem.
A qualidade genésica do Divino Criador e a Fonte de Vida e das coisas que dão sustentação a ela.
Olorum cria e gera em Si mesmo, e criou e gerou nessa Sua qualidade uma divindade criativa e geradora, que é essa Sua qualidade em si mesma.
Então surgiu Iemanjá, divindade unigênita gerada na qualidade criativa e geradora de Olorum, que a tornou em si mesma a Sua qualidade criativa e geradora.
Ela é unigênita e por isso gera tanto em si quanto de si.
Quando gera em si, dá origem à sua hierarquia de tronos da Criação e tronos da Geração, que são divindades que manifestam uma dessas duas naturezas de Iemanjá.
Quando gera de si, ela irradia essa sua dupla faculdade, e quem a absorve torna-se criativo e gerador no aspecto da vida a que se dedicar.
A lenda nos diz que Iemanjá é tida como a mãe de todos os Orixás, e ela está relativamente certa, já que se algo existe é porque foi gerado. E, então ela está na origem de todas as divindades.
Iemanjá, por ser em si a Geração, está na gênese de tudo como os próprios processos genéticos. E se a qualidade Oxum agrega, ou funde o espermatozóide e o óvulo, Iemanjá é o processo genético que inicia a multiplicação celular, ordenada por Ogum, comandada por Oxossi, direcionada por Yansã, equilibrada por Xangô, estabilizada por Obaluaiê e cristalizada num novo ser por Oxalá.
Viram como um Orixá não dispensa a atuação dos outros e como todos são fundamentais e indispensáveis a tudo o que existe?
Os tronos da Geração estão na gênese de tudo e de todos porque são uma das características de Iemanjá, que é em si mesma a Geração Divina.
Criatividade e Geração são os dois lados de uma mesma coisa: Gênese Divina!
E Iemanjá as manifesta em suas duas hierarquias de tronos: os da Criatividade e os da Geração.
Por ser a divindade da Criatividade e da Geração, Iemanjá está em todas as outras qualidades divinas, mas polariza com o Orixá Omulu e faz surgir a irradiação da Geração, que tem nele o recurso de paralisar todo processo criativo ou gerativo que se desvirtuar, se degenerar, se desequilibrar, se emocionar ou se negativar.
Deus tanto cria e gera quanto paralisa a criação que não mais atende aos Seus desígnios e paralisa a geração que não atende à Sua vontade. Essa Sua qualidade é um recurso para paralisar tudo e todos que estiverem criando ou gerando em sentido contrário (desvirtuado) ao que Ele estabeleceu como correto (virtuoso).
E aí surge Omolu, divindade unigênita gerada nessa qualidade de Olorum, que tornou em si mesmo esse seu recurso paralisador de toda a criação ou geração desvirtuada.
Omolu, divindade unigênita, gera tanto em si como de si.
Quando gera em si, faz surgir sua hierarquia de tronos cósmicos, ativos, negativos, secos, implacáveis e rigorosíssimos com toda criatividade e geração desvirtuada, desequilibrada, emocionada ou contrária aos sete sentidos da vida.
O Mistério Omolu transcende a tudo o que possamos imaginar e as lendas o limitaram a alguns de seus aspectos, na maioria negativos, tornando-o temido e evitado por muitos adoradores dos Orixá.
“A cada um segundo seu merecimento”, é o que diz a Lei. Já o Mistério Omolu aplica esse princípio em seu aspecto negativo e o define assim: “A cada um segundo seus atos. Se positivos, que sejam conduzidos à luz da vida, mas se negativos, que sejam arrastados para os sombrios domínios da morte dos sentidos e sentimentos desvirtuadores da vida”.
  • Iemanjá é a Mãe da Vida, pois gera vida em si mesma.
  • Omolu é o Guardião da Vida, pois paralisa todos que atentarem contra ela, e os pune com um rigor único.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

IRRADIAÇÃO DA EVOLUÇÃO


Olorum tudo cria e tudo gera.  Na Sua criação, está Sua estabilidade e nos seres está Sua mobilidade ou evolução incesante.
Estabilidade e evolução, eis a sexta irradiação divina que  esta em tudo e todos, porque é uma qualidade do Divino Criador.
Essa Sua qualidade, Sua estabilidade, proporciona o meio ideal para os seres viverem, e na  Sua mobilidade gera os recursos para os seres evoluírem.
Sem estabilidade, um ser não evolui, pois tem de tê-la em todos os aspectos de sua vida.
Então Olorum gera nessa Sua qualidade, uma divindade dual ou de dupla qualidade, tornado-a em si mesma essa Sua qualidade estabilizadora e evolutiva.
E surgiu Obaluaiê, Orixá dual por suas duas qualidades divinas, que rege a evolução dos seres.
Mas essa dupla qualidade está na própria gênese, pois sem estabilidade nada se sustenta e sem transmutação tudo fica paralisado.
Ele está no próprio Universo, pois é a estabilidade que sustenta cada corpo celeste no seu devido lugar, como é o movimento da mecânica celeste, que mantém todos os corpos em movimento continuo.
Por isso Obaluaiê é passivo na sua qualidade estabilizadora e ativo na sua qualidade mobilizadora.
Então vemos surgir o Trono da Evolução, que é em si mesmo essa qualidade Dual de Deus.
Por que ela é dual?
Porque ela tanto proporciona a estabilidade quanto o movimento, condições imprescindíveis à evolução da vida.
Obaluaiê, por ter sido gerado nessa qualidade dual e por sê-la em si mesmo, também a gera de si, fazendo surgir a hierarquia dos tronos da Evolução, como gera de si, irradiando sua qualidade a tudo e a todos, despertando em cada um essa vontade irresistível de seguir a diante, de alcançar um nível de vida superior, de chegar mais perto de Deus.
Então ele não é só o Orixá da cura, mas também do bem-estar, da busca de dias melhores, de melhores condições de vida, etc.
Obaluaiê é, também, um Orixá Curador. E a Linha das Almas ou Corrente dos Pretos Velhos é regida por ele, que podemos vislumbrar quando conversamos com espíritos dessa corrente; eles nos transmitem paz, confiança e esperança, e quando os deixamos, após consultá-los, temos a impressão de que tudo se transformou e nos sentimos bem
O modo peculiar que cada linha de Umbanda tem ao incorporar e ao se comunicar com os encarnados, tem a ver com a irradiação do Orixá que a rege, e não com a raça dos espíritos que se manifestam.
Tantas bobagens já foram escritas como sendo conhecimento acerca dos Orixás e das linhas de Umbanda, que o melhor  a fazer é decantar todo esse falso conhecimento e absorver o que temos transmitido via psicografia.
E quem melhor pra decantá-las, senão Nanã Buruquê?
Sim, se Obaluaiê é a estabilidade e movimento, Nanã Buruquê é maleabilidade e decantação, pois ela é um Orixá água-terra que polariza com ele, dando origem a irradiação da Evolução.
Nanã Buruquê é cósmica, dual e atua por atração magnética sobre os seres, cuja evolução está paralisada e o emocional está desequilibrado.
Então ela faz com que a evolução do ser seja retomada, decantando-o de todo o negativismo, afixando-o no seu “barro” e deixando-o pronto para a atuação de Obaluaiê, que o remodelará, o estabilizará e o colocara novamente em movimento ou em uma nova senda evolutiva.
O Divino Criador gerou Nanã Buruquê, e a tornou em si Sua qualidade dual, ativando-a contra todos os conceitos errôneos tirando deles suas “estabilidades” para, a seguir, decantá-los no lado da ignorância humana acerca das coisas divinas.
Nana Buruquê é unigênita, pois foi gerada nessa qualidade dual do Divino Criador que a tornou Sua qualidade, aquela que desfaz os excessos e decanta ou enterra os vícios.
Ela forma com Obaluaiê uma par natural e são os Orixás responsáveis pela evolução dos seres.
Nanã Buruquê é dual porque manifesta duas qualidades ao mesmo tempo. Uma vai dando maleabilidade, desfazendo o que está paralisado ou petrificado, outra vai decantando tudo e todos dos seus vícios, desequilíbrios ou negativismos.
Por essa sua qualidade, ela é a divindade ou o mistério de Deus que atua sobre o espírito que vai reencarnar, pois ela decanta todos os seus sentimentos, mágoas e conceitos, e o adormece para que Obaluaiê o reduza ao tamanho do feto no útero da mãe que o reconduzirá a luz da carne.
  •      Obaluaiê, Orixá que rege a evolução dos seres e é o Senhor das Passagens dos estágios e dos Planos da Vida.
  •     Nana Buruquê, Orixá que rege sobre a evolução, decanta os seres se seus vícios e desequilíbrios e os adormece, preparando-os para a reencarnação.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

IRRADIAÇÃO DA LEI


Olorum gera em Si mesmo uma qualidade Sua que é ordenadora de tudo e de todos, até mesmo de Sua geração divina.
Nessa Sua qualidade ordenadora, Ele gerou Ogum, que é em si mesmo essa qualidade divina de Olorum.
Ogum é sinônimo de Lei Maior, Ordenação Divina e retidão em todos os sentidos, porque é unigênita e gerado na qualidade ordenador, do Divino Criador.
Ele é a Ordenação Divina em si mesmo: ele ordena a Fé, o Amor, o Conhecimento, a Justiça, a Evolução e a Geração. Por isso está em todas as outras qualidades divinas.
Ogum, por ser unigênito e ser em si mesmo a ordenação divina, gera em si e de si.
Na sua geração em si, ele gera suas hierarquias. Na sua geração de si, ele gera sua qualidade à qual transmite aos seus filhos.
Sua qualidade ordena a evolução, e por isso ele é tido como o Senhor dos Caminhos (das vias evolutivas).
Seu outro aspecto divino é o de aplicador “religioso” da Lei Maior, e independe de nós para aplicá-la e atuar em nossa vida, pois basta sairmos do caminho reto para ser tolhidos pelas suas irradiações retas e cortantes.
Ogum é em si mesmo a qualidade ordenadora e a divindade aplicadora dos princípios da Lei Maior.
Ele é eólico e polariza com Egunitá. Orixá do Fogo e trono consumidor dos vícios e dos desequilíbrios.
Egunitá é uma divindade ígnea, consumidora dos seres desequilibrados.
Quando evocamos Ogum para atuar em nosso favor e nos defender das investidas dos seres desequilibrados, suas hierarquias policromáticas ativam seus pares opostos assentados nos pólos magnéticos negativos, ativos e cósmicos na Irradiação da Justiça Divina, cujos magnetismos são esgotadores dos desequilíbrios, das injustiças e do irracionalismo. 
Então temos na Umbanda Egunitá, Orixá cósmica consumidora dos vícios e dos desequilíbrios, purificadora dos meios ambientes religiosos (templos), das casas (moradas) e do íntimo dos seres (sentimentos).
Egunitá é Orixá ígnea, de magnetismo negativo, seu fogo é cósmico e consumidor, enquanto o de Xangô é universal e abrasador.
O fogo de Xangô aquece os seres e os torna calorosos, ajuizados e sensatos.
O fogo de Egunitá consome as energias dos seres apaixonados, emocionados, fanatizados ou desequilibrados, reduzindo a chama interior de cada um (sua energia ígnea) a níveis baixíssimos, apatizando-os, paralisando-os e anulando seus vícios emocionais e desequilíbrios mentais, sufocando-os.
Egunitá é em si, esse fogo cósmico que está em tudo o que existe, mas diluído. Para ela atuar em nossa vida, não depende de nós, mas tão somente que nos tornemos “irracionais”, apassionados e desequilibrados.

«  Ogum é a ordenação divina e a lei que rege a vida dos seres;
« Egunitá é a divindade cósmica da Justiça que polariza com Ogum e é em si mesma o aspecto punitivo da Lei Maior regida por ele.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

IRRADIAÇÃO DA JUSTIÇA


Olorum gera tudo em Si, e uma de suas gerações é a Justiça Divina, que dá o devido equilíbrio a tudo o que gera.
Essa Sua qualidade equilibradora está em tudo e em todos, e mantém toda a criação divina em equilíbrio e harmonia, dando a tudo um ponto de equilíbrio.
Olorum gerou nessa Sua qualidade equilibradora de tudo e do todos uma Sua divindade que é em si mesma o equilíbrio divino que dá sustentação a tudo que existe, tanto animado quanto inanimado, surgindo o Trono da Justiça Divina, divindade unigênita porque é o Orixá do equilíbrio, da razão e do juízo divino.
Xangô, o Orixá d Justiça, independe da nossa vontade para atuar sobre nós, já que ele é em si mesmo essa qualidade equilibradora do nosso Divino Criador.
Xangô é em si mesmo a Justiça Divina que purifica nossos sentimentos com sua irradiação incandescente, abrasadora e consumidora das emotividades.
Mas Xangô, enquanto qualidade divina, está na própria gênese das coisas como a força coesiva que da sustentação à forma que cada agregado assume, ou seja, ele está na natureza das coisas como o próprio equilíbrio, pois só assim elas não deixam de ser como são. Ele tanto é o ponto de equilíbrio que dá sustentação à estrutura atômica de um átomo, como é a força que da estabilidade ao Universo e a tudo o que nele existe, seja animado ou inanimado.
Xangô, por ser uma divindade em Deus, também gera em si a qualidade onde foi gerado. Mas ele também gera de si essa sua qualidade equilibradora e a transmite a tudo e a todos.
Quem absorvê-la torna-se racional, ajuizado e ótimo equilibrador, tanto dos que vivem à sua volta como do próprio meio em que vive.
Essa qualidade equilibradora está presente em todos os processos divinos (criação e geração). Por isso, assim que algo alcança seu ponto de equilíbrio, o processo criador ou gerador é paralisado e o que foi criado ou gerado estabiliza-se e adquire uma definição só sua que o qualificará dali em diante.
O equilíbrio proporcionado por Xangô não se limita só a um aspecto de nossa vida, já que ele, enquanto qualidade equilibradora, está em todos.
Mas sempre que a Justiça Divina é ativada, tanto seu pólo positivo quanto seu pólo negativo são ativados, e aí surge Yansã, regente da Lei nos campos da Justiça.
Yansã é a divindade da Lei, cuja natureza eólica expande o fogo de Xangô e, assim que o ser é purificado de seus vícios, ela entra em sua vida redirecionando-o e conduzindo-o a outro campo onde retomará sua evolução.
Uma das qualidades de Deus é o direcionamento que está presente e ativo em tudo o que Ele gera e cria.
É nesta Sua qualidade direcionadora de tudo o que existe, tanto animado quanto inanimado, que Ele gerou Yansã.
Yansã, enquanto qualidade de Deus, está em tudo e em todos, e é a força móvel que direciona a Fé (Oxalá), a Justiça (Xangô), a Evolução (Obaluaiê), a Geração (Iemanjá), a Agregação (Oxum), a Lei (Ogum).
Ogum é a Lei, a via reta, mas Yansã é o próprio sentido de direção da Lei, pois ela é um mistério que só entra na vida de um ser caso a direção que este esteja dando à sua evolução e sua religiosidade não siga a linha reta traçada pela Lei Maior (Ogum).
Por isso ela não depende de nós para atuar em nossas vidas. Basta “errarmos” para que sua qualidade divina nos envolva numa de suas espirais, impondo-nos um giro completo e transformador dos nossos sentimentos viciados.
Xangô paralisa e purifica; Yansã movimenta e direciona.
São Orixás que formam a quarta irradiação divina, porque suas qualidades e elementos se complementam.
«  Xangô é o fogo que nos purifica de nossos próprios vícios emocionais, reequilibrando-nos.
«  Yansã é o ar que areja nosso emocional e nos proporciona um novo sentido da Vida e uma nova direção ou meio de vida.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

IRRADIAÇÃO DO CONHECIMENTO

O conhecimento é uma qualidade de Deus e Oxóssi é sua divindade unigênita, pois é ele em si mesmo o Conhecimento Divino que ensina todos a conhecer a si mesmos a partir do conhecimento sobre nosso Divino Criador.
Olorum gerou em Si o conhecimento sobre tudo o que criou e porque tem conhecimento sobre toda a sua criação, então o Conhecimento assumiu a condição de uma qualidade Sua, à qual Ele imantou como um de Seus mistérios da Criação, já que gera em Si o Conhecimento, e é em Si onisciente ou conhecedor de tudo e todos.
 O Conhecimento está em tudo em todos, e tudo e todos se revelam mediante o conhecimento sobre si.
Oxossi rege sobre o conhecimento e o irradia o tempo todo a todos, porque é em si mesmo o conhecimento Divino, ou a consciência de Deus.
Seu magnetismo expande as faculdades dos seres, aguça o raciocínio e os predispões a buscar a gênese das coisas (o conhecimento sobre elas). Logo, Oxóssi é o estimulador natural dessa busca incessante sobre nossa própria origem divina. E quanto mais sabemos sobre ela, maior é o nosso respeito para com a criação e mais sólida é a nossa fé em Deus, pois passamos a encontrá-Lo em nós mesmos.
Então Oxóssi tanto está na natureza, como nos conhecimentos sobre a Criação, como está na fé porque nos esclarece sobre nossa origem divina e nos ensina a conhecer Deus racionalmente.
Por sua natureza expansiva e seu grau de divindade guardiã  dos mistérios da natureza, Oxóssi é descrito nas lendas como um Orixá caçador e ligado às matas (os vegetais). Enuqnto divindade, ele é o estimulador da busca do conhecimento e guardião dos segredos medicinais das folhas.
Enfim, Oxóssi é a divindade doutrinadora que esclareceu os seres e a partir do conhecimento vai religando-os ao Pai Maior, o Divino Criador.
Oxossi gera conhecimento a partir de si e os irradia a todos o tempo todo. Por isso ele polariza e se complementa com Obá, divindade cósmica gerada em Deus na Sua qualidade concentradora, que dá consistência e firmeza a tudo o que cria.   
Obá é a divindade unigênita que possui um magnetismo negativo, atrator de concentradora, que polariza com Oxossi e atua como concentratodora do raciocínio dos seres, expandido por ele.
Ela é unigênita porque é em si mesma a qualidade concentradora do Divino Criador, qualidade esta associada à Verdade, já que só o que é verdadeiro tem em si mesmo uma densidade  e uma resistência própria que o eterniza no tempo e na mente dos seres.
Ela é a divindade que é, em si mesma, a qualidade divina que esgota os seres cujo raciocínio se desvirtuou, gerando falsos conceitos religiosos, paralisadores da evolução e desequilibradores da fé.

«  Oxóssi é, em si, a qualidade divina que rege sobre os conhecimentos e atua na vida dos seres, expandindo em cada um sua capacidade de raciocinar.
«  Obá é, em si, a qualidade divina que rege sobre os conhecimentos e atua na vida dos seres, concentrando cada um em uma linha de raciocínio e abrindo sua mente para as verdades maiores, só encontradas em Olorum, o Divino Criador!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

IRRADIAÇÃO DO AMOR

O Amor é uma qualidade de Deus, e Oxum é a Sua divindade unigênita, pois é em si mesma esse Amor Divino que agrega tudo e todos em torno do Divino Criador Olorum.
Assim sendo, porque uma qualidade divina está em tudo e em todos, então Oxum, que é o mistério Amor Divino, está em tudo o que Deus criou. Ela está na formação do átomo como a força ou o magnetismo que o agrega, assim como está nas constelações como o magnetismo que agrega todas as suas estrelas em torno de um ponto fixo no Universo.
Oxum é unigênita porque é em si mesma uma qualidade divina que desperta o amor nos seres, os agrega e dá início à concepção da própria vida. Por isso é tida como a divindade que rege a sexualidade, pois é través dela que a vida é concebida na carne, multiplicando-se.
Esse aspecto dessa divindade de Deus não está restrito só a sexualidade porque, por ser uma qualidade divina, está em tudo o que foi criado e em todos os aspectos da criação, seja ela animada (seres), ou inanimada (substâncias). Oxum é agregadora, e por ser uma divindade, também atua nos seres por meio dos sentidos, despertando neles sentimentos de amor e atração natural, o que costuma ocorrer em todos os campos e aspectos da vida.
O elo que une os seres sob uma mesma crença religiosa é o magnetismo agregador de Oxum.
Oxum agrega no Amor, na Fé, no Conhecimento, na Lei, na Evolução e na Geração. Ela está em todas as outras qualidades de Deus, em todos os sentimentos, em todas a criação, em todos os seres, em todas as criaturas e em todas as espécies.
Oxum é a divindade Mãe do Amor e da Concepção, pois seu magnetismo  agregador gera as uniões em todos os sentidos.
Já o Trono de Deus que polariza com ela é o Orixá Oxumaré, que é um Orixá ativo, cósmico e temporal, que só entra na vida dos seres caso as ligações (agregações) entrem em desequilíbrio, desarmonia ou emocionem-se.
Oxumaré é temporal, é cósmico, é ativo e sua atuação é alternada porque seu magnetismo é negativo e dilui todas as agregações que perderam sua condição ideal ou sua estabilidade natural.
Saibam que o magnetismo de Oxumaré é composto de duas ondas entrecruzadas que seguem em uma mesma direção, criando uma irradiação ondeante e diluidora de todas as agregações não estáveis.
São duas ondas: uma dilui as agregações cujo magnetismo agregador é de natureza masculina; outra dilui as agregações de natureza feminina, dissolvendo compostos energéticos, alterando estruturas elementares e modificando sentimentos.
Mas o Mistério Oxumaré não se limita somente a diluir as agregações instáveis, pois seu fator renovador traz em si a qualidade de renovar um meio ambiente, uma agregação, uma energia, um elemento e até os sentimentos íntimos dos seres.
O Divino Trono da Renovação da Vida é a  divindade unigênita em Deus que traz em si, e é em si mesmo, o Orixá que tanto dilui as causas dos desequilíbrios quanto gera de si as condições ideais para que tudo seja renovado, já em equilíbrio e harmonia.
Oxumaré é unigênito porque é a única divindade de Deus que é em si mesmo a renovação. Outras divindades, porque estão na renovação, também participam do seu mistério Renovador. Mas se participam das renovações, no entanto essa qualidade é ele em si mesmo que, antes de renovar algo ou alguém, também dilui as causas que levaram ao desequilíbrio esse algo ou alguém.
«  Oxum: Trono do Amor Divino que agrega e concebe as coisas animadas e inanimadas.
« Oxumaré: Trono da Renovação que dilui todas as agregações desequilibradas e renova o meio onde elas acontecem, criando novas condições para que novamente sejam reagregados, já em equilíbrio e harmonia com o todo, que é Deus, a vida e a religiosidade dos seres.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

IRRADIAÇÃO DA FÉ


É formada por dois Orixás que se polarizam nos campos da religiosidade, Oxalá e Oyá são seus nomes, sendo Oxalá irradiante, positivo, passivo e atua por meio de seu magnetismo cujas ondas são retas, e vibra fé o tempo todo.
Oyá é cósmica, absorvente, negativa, temporal e sua irradiação magnética é alternada em duas espirais: uma intensifica a religiosidade e a outra e a outra a esgota. A irradiação que projeta é estimuladora da religiosidade. Já a que absorve é esgotadora dos desequilíbrios religiosos nos seres.
Estudando suas naturezas, podemos descrevê-los assim:
üOxalá é uma divindade passiva da Fé e é em si mesmo esse mistério divino, pois gera fé o tempo todo e a irradia de forma reta, alcançando tudo e todos. Sua natureza religiosa não deve ser dissociada de Deus, pois é esta qualidade d’Ele que o individualizou em seu Trono da Fé, para poder ser visualizado por todos os seres cuja fé é reta e a religiosidade é virtuosa.
üOyá é uma divindade ativa da Fé e é em si mesma esse mistério divino, pois gera religiosidade o tempo todo e a irradia ou a absorve conforme as necessidades. Se o ser está apático, ele a recebe, e se está emocionado, a tem esgotada.
A fé é uma qualidade de Deus, já a religiosidade é uma qualidade dos seres criados por Ele. Logo, Oxalá irradia essa qualidade divina denominada fé, e Oyá ativa ou paralisa a qualidade religiosa dos seres movidos pelos sentimentos de fé.
Observem que não são iguais no Mistério da Fé, porque ele a irradia de forma contínua e ela estimula ou paralisa esse sentimento nos seres. Por isso diferenciamos esses dois Tronos da Fé e os classificamos da seguinte maneira.
«Oxalá é um trono universal, pois suas irradiações retas e contínuas são projetadas a todos o tempo todo e durante todo o tempo;
« Oyá é um trono cósmico, pois suas irradiações espiraladas são alternadas e direcionadas, só alcançando os seres apatizados ou emocionados em seus sentimentos religiosos.
Na teogonia de Umbanda, Oxalá é identificado como Orixá irradiador da Fé e Oyá é interpretada como Orixá retificadora da religiosidade desvirtuada.