sexta-feira, 17 de agosto de 2012

EXU FAZ O BEM E FAZ O MAL?


Bom dia para quem é do dia e boa noite para quem é da noite…
Pequenas palavras, desta manhã de 17 agosto de 2012, em tom de desabafo…
para compartilhar….

Exu faz o bem e faz o mal?
Depende o que você pede para ele?
Por Alexandre Cumino


Até quando vamos aceitar que estas perguntas se tornem afirmações:
Exu faz o bem e faz o mal!
Depende o que você pede para ele!

E dizer que não temos nada a ver com isso!!!

Até uma criança sabe o que quer dizer cumplicidade,
ser cúmplice no erro é crime e é burrice,
ser cúmplice no erro é assumir o carma alheio,
ser cúmplice no erro é errar duas vezes...

Exu na Umbanda não é cúmplice do erro alheio,
Médium caído nas trevas da sua própria ignorância é que
passa a ser cúmplice do erro alheio e  atrai para si entidades negativas
que vão envolve-lo em suas tramas de dor, ódio e vingança com
encarnados escravos dos próprios sentidos desvirtuados...

Exu na Umbanda é LEI, é LUZ, é VIDA...

ACEITAR A IDEIA DE QUE EXU É CÚMPLICE,
Aceitar a ideia de que Exu faz o Bem e faz o Mal...
É aceitar que ele seja mesmo o "demônio", "tinhoso",
"coisa ruim", "trevoso"... tudo menos Exu de Lei e
na Umbanda Exu sempre vem na Lei, quando tem
já a liberdade de dar consulta e orientar.

Exu enquanto guia espiritual está sempre na Lei,
Exu enquanto guia quer evoluir e quer também a minha evolução,
Exu enquanto guia é orientador e tem uma consciência maior que a minha.


Exu é Luz em minha vida,
E não é apenas Exu, Pombagira também é Lei, Luz e Vida...

Já ouvi falar que falo muito de Exu e Pombagira,
Só não vê quem não quer,
Exu e Pombagira são ponto forte e fraco na Umbanda,
forte se conheço e fraco se desconheço...

Assim como nós, Exu e Pombagira são espelhos de nós mesmos, se eu conheço minha sombra, se eu conheço minhas trevas, se eu conheço meu ego, se eu conheço meus vícios, se eu conheço minhas paixões e me proponho a trabalhar sentimentos, pensamentos, palavras e atos então este conhecimento me torna forte.

Se eu desconheço ou se coloco para debaixo do tapete minhas dores, medos e traumas então passo a me reprimir, me torno hipócrita, e repreendo no outro o que eu gostaria de vivenciar...

Exu e Pombagira nos ajudam a lidar com estas questões, ajudam a lidar com nosso ego, com nossas dores, com nossas paixões, para vencer nossos desejos desequilibrados e curar nossos sentimentos.
Pena que tantos olham para Exu e Pombagira e só conseguem ver justamente o contrário, querem usar de sua força e poder para vivenciar ainda mais seus desequilíbrios... um dia acordarão... o que é inevitável...
Alexandre Cumino Médium

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

MALEDICÊNCIA


    Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros. Qual a razão última dessa mania de maledicência? É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade. Diminuir o valor dos outros dá-nos a grta ilusão de aumentar o nosso valor próprio.
A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesmo. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros. Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.
        São como vagalumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca. Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar. Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros. Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da sua saúde própria.
        As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência. Falar mal das pessoas, das coisas alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algo parecido com uísque, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.
        A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.
        Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.
        Fala-se muito por falar, para “matar tempo”. A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.
        Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades. Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.
        Guerras e planos de paz sofrem poderosa influência da palavra. Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel. Há aqueles que falam  meigamente, cheios de ira e ódio. São enfermos em demorado processo de reajuste. Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.
Pense nisso!
Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias fraquezas. Evitemos a censura.
A maledicência começa na palavra do reprove inoportuno.
Se desejamos educar, reparar erros, não os abordemos estando o responsável ausente. Toda a palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.
Enriqueçamos o coração de maor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina. Porque, de acordo com o Evalgelho de Lucas, “a boca fala do que está cheio o coração”.



(Texto extraído do livro A Essência da Amizade de Humberto Rohden. Editora Martin Claret, e publicado no Jornal de Umbanda Sagrada. Edição 146 - Julho de 2012)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A ARTE DE ENSINAR


A Arte de Ensinar é a maior prova de Caridade!






      Todos nós, algum dia já nos deparamos com algumas duvidas que são normais  no amplo campo de nossa querida religião. Gerações e gerações crescerão sabendo que por mais conhecedores e pesquisadores da Umbanda nunca terão o conhecimento total de tudo aquilo que preenche esse caminho de Fé.
      Tudo isso se chama MISTÉRIO. Mistério, por exemplo, daqueles que nos fascinam por estarem sentados à esquerda do Criador e diante da nossa pequena e limitada existência  não podem revelar todo esse mistério que envolve a sua Força Protetora  inigualável.
       Apenas nos curvamos  diante dessa maravilhosa Grandeza. Mistério esse que nos faz receber forças divinas e irradiantes dos Orixás, que também jamais saberemos as proporções de força, e apenas nos limitamos a sentir o bem que nos fazem.
       Isso sim é um mistério na Umbanda Sagrada, pois somos filhos muito pequeninos  do nosso Pai para conhecer tamanha vastidão de amor. Mas irmãos, nunca aceitem como resposta para uma dúvida que vocês guardam em seus corações apenas que “isso é um mistério”. Não há nada mais abençoado e bonito que alguém que dedica seu tempo para esclarecer e ensinar aqueles que um dia serão “esclarecedores de mistérios”, também doando seu tempo que um dia alguém lhe ofereceu.
       Esses dedicados mestres se preocupam em ajudar e acabar com o mito do mistério que gerações anteriores insistiram em manter durante anos e por essa preocupação, hoje são pessoas que merecem toda a benção do nosso Pai Oxalá, pois querem expandir para o maior número de pessoas  tudo aquilo de bom que a Umbanda nos oferece. Seja sobre nossas ervas curadoras, seja sobre nossa teologia magnífica, sobre magias sagradas, sobre nosso instrumento sagrado atabaque ou sobre tudo aquilo que faz da Umbanda uma religião única e encantadora.
      Esses Mestres, Sacerdotes, Professores ou simplesmente Médiuns que se dedicam de corpo e alma para esclarecer tudo aquilo que pode nos ajudar a crescer no campo da fé, merecem o nosso maior sentimento de gratidão e todos os raios reluzentes de amor e proteção dos nossos Orixás.
      Ensinar um irmão a caminhar com suas próprias pernas é a maior caridade que possa existir. Ensinar é uma Arte e “mistério” é uma resposta de quem jamais saberá como é praticar essa Arte.
      Que Oxalá abençoe todos aqueles que ensinam seus irmãos de Fé!

Jorge Alberto Tumbert.
(Jornal de Umbanda Sagrada – Edição 145 – Junho de 2012)





     Este texto é para tentar demonstrar um pouquinho a minha gratidão a todos os meus mestres e professores. Não somente àqueles que me esclarecem sobre os conhecimentos da religião, mas todos aqueles que me ensinam sobre as coisas da vida, sobre como ser um ser humano melhor, contribuindo assim, para que seja uma umbandista melhor a cada dia.
Obrigada a todos!

Gabriela Krambeck

terça-feira, 3 de julho de 2012

ANJO DA GUARDA


              Na Umbanda, podemos dizer que o anjo da guarda é um mistério de Deus. Não é um espírito familiar, não é uma presença que tenha uma identidade humana, nem características humanas.  Poderíamos defini-lo como um “ser-mistério”, semelhante a um a divindade menor e pessoal dedicada ao seu tutelado. Cada um de nós tem o amparo de um anjo da guarda dedicado,  que guarda semelhanças com o conceito de Orixá Pessoal, aquele que acompanha, incorpora e guia seus médiuns. No entanto,  as funções de amparo do anjo da guarda são mais sutis e estão no campo mental. Eles não costumam se apresentar e muito menos incorporar. A função do anjo da guarda na criação é de dar sustentação e amparo individual, criando um halo de proteção em torno dos médiuns e mantendo seu mental equilibrado, desde que este médium consiga manter-se racionalmente estável. Por meio da vela oferecida ao anjo da guarda, os médiuns de umbanda conseguem fortalecer sua ligação com esse mistério e contar assim com uma proteção maior em sua vida. Pode-se oferecer água e/ou mel como elemento de ligação e potencializar esta relação. Basta  para isso uma vela branca, um pires, um copo de água e mel.

COMO PROCEDER:

        Acenda a vela branca e segure-a com a mão direita à frente e acima da cabeça, e faça este clamor:

        ”Eu clamo a Deus, sua Lei Maior e sua Justiça Divina! Invoco meu Anjo da Guarda e ofereço a vós esta vela, peço que a imante, cruze e consagre em vosso poder se fazendo presente através dela em minha vida, em meu coração,, palavras e mente!”

        Encoste a vela em cima de sua cabeça e imagine a luz dela alcançando o infinito, no alto onde se encontra seu anjo da guarda com o Altíssimo, a luz sobe com um facho e quando alcança o anjo a luz Dele desce por este facho o iluminando ainda mais até alcançar o alto de sua cabeça, entrando por seu corpo de dentro para fora e de fora para dentro e envolvendo todo em sua luz, neste momento dê sete voltas em sentido horário com a vela acima de sua cabeça. Depois de feito isso coloque a vela em local seguro. Este pires (onde será firmada a vela) pode estar num altar, acima de uma mesa ou no chão, pois o que importa é que o ato de acender a clamar a vela estava acima de sua cabeça, agora basta firmá-la em um local seguro. Pode ainda oferecer água e mel pedindo:

        “Meu anjo da guarda, vos ofereço esta água e este mel, para que me proteja e envolva meu corpo material, astral e espiritual em vossos eflúvios e irradiações. Inspire-me bons pensamentos e ações, afastando o mal     de minha vida. Amém!”

Alexandre Cumino 
(Jornal de Umbanda Sagrada. Edição 145 - junho de 2012)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

MEDIUNIDADE É DOM PARA QUEM É BOM!


Mediunidade é a respiração energética da Alma:
Inspirando e expirando, absorvendo e exalando;
Agindo, reagindo, interagindo – sempre servindo.

Mediunidade é troca constante:
Dar recebendo, receber dando.
Sempre caminhando.

Mediunidade une, conecta, aproxima
O povo de baixo com o povo de Cima.

Mediunidade é interação entre o Porteiro, o Portador e o Portal.
Mediunidade não é benção nem maldição: mediunidade é missão.
Mediunidade é atalho entre o plano Físico e o Astral;
Mediunidade é Serviço, não servidão.
Mediunidade é neutra, pois lida com o positivo e com o negativo, em processo criativo.

Mediunidade é pura Intuição, bem apoiada sobre a Razão e a Emoção.
Mediunidade é como a eletricidade
Não tem segredo. Cuide dela com responsabilidade e respeito.

Mediunidade é Luz, Movimento e Som. Mediunidade é dom para quem é bom.



Mensagem recebida pelo médium Vanderlei Alves (Tenda de Umbanda do Caboclo Estrela do Mar – TEUCEM) em 23/04/2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

BEM VINDOS!


Escrevi este texto, para a inauguração no nosso terreiro que aconteceu no dia 14 de maio de 2012, a pedido da minha mãe.
Ela pediu-me que “apresentasse” a Umbanda para as pessoas que estariam lá, pois apesar de a maioria dos presentes já conhecerem a Umbanda estariam presente pessoas que não a conheciam.
Usando como referência obras do Rubens Saraceni, foi este texto que apresentei aos presentes.

       " Religião é uma forma de comungarmos com Deus e extrairmos Dele energias que nos pacificam, que nos fortalecem e fazem brotar em nosso íntimo a paz, a fé, o amor, a confiança, a resignação, a misericórdia e a esperança.
Religião é onde aprendemos a cultivar as virtudes e a combater os vícios.
Religião é estar em paz com Deus, com seus semelhantes e consigo mesmo, e extrair dela a força necessária para conviver com as dificuldades e superá-las.
Religião é tudo isso e muito mais. E como mais uma via de reencontro com Ele, o nosso Divino Criador e Senhor Deus, temos a nossa Umbanda Sagrada, que para muitos de nós aqui já é conhecida, mas para outros é uma novidade, então vou apresenta-la a todos.
A Umbanda é uma religião espiritualista que ensina que a vida é eterna e que a nossa curta passagem aqui no plano material destina-se à evolução, ao aperfeiçoamento e à conscientização dos espíritos (nós).
A Umbanda é uma religião nova, com um século de existência. Uma data é o seu marco inicial: a manifestação do Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio Fernandino de Moraes o dia 15 de novembro de 1908.
A Umbanda prega a existência de um Deus único e tem nessa sua crença o seu maior fundamento religioso e, mesmo que reverencie as divindades, os espíritos da natureza e os espíritos ascencionados, não os dissocia d’Ele, o nosso Pai Maior e o nosso Divino Criador.
A Umbanda ensina-nos que somos um templo vivo e divino, o médium de Umbanda, ainda que muitos não o valorizem, é o ponto chave do ritual de Umbanda Sagrada no plano material.
A Umbanda cultua os Orixás. Orixá é um poder divino em si mesmo e realiza-se na vida dos seus cultuadores como uma energia viva e divina capaz de realizar ações abrangentes, modificadoras da vida do ser. Uma força e um poder colocados a nossa disposição.
Alguns preceitos básicos para o exercício do Ritual de Umbanda Sagrada: a retidão, a resignação, a humildade, a fé, o amor e a caridade, isso porque:
Umbanda é Fé.
Umbanda é Amor.
Umbanda é Conhecimento.
Umbanda é Justiça.
Umbanda é Lei.
Umbanda é Evolução.
Umbanda é Vida.
Médium significa o sacerdócio em si mesmo. Médium é o portador das qualidades, atributos e atribuições que lhes são conferidas pelos senhores da natureza: os Orixás! Médium é o veículo de comunicação entre os espíritos e os encarnados.
Médium é sinônimo de poder ativo.
Médium é sinônimo de curador.
Médium é sinônimo de conselheiro.
Médium é sinônimo de intermediador.
Médium é sinônimo de filho de fé.
Médium é sinônimo de sacerdote.
A Umbanda, enquanto religião nascente ainda não está livre d presença dos aproveitadores da boa-fé das pessoas, mas até desses o tempo se encarregará de afastá-los e devolvê-los as suas origens pré Umbanda.
A nós compete mantê-la em seu curso natural. É só uma questão de tempo para que a sociedade reconheça o imenso trabalho que ela realiza em benefício d povo brasileiro sem exigir nada em troca, pois não foi feita para pedir, exigir ou dominar. Deus a criou para doar, doar e doar!
A Umbanda doa consolo, conforto, esclarecimentos, fé e amor. E nós, os umbandistas, só queremos doar nossos dons naturais em favor de nossos semelhantes.

Bem vindos à nossa casa!

Que Deus os abençoe em nome da Umbanda!

Sarava meus irmãos em Oxalá!"

segunda-feira, 23 de abril de 2012

VOCÊ RECEBE...?


( Por Junior Pereira )

Olá meus irmãos e irmãs,
Ontem ao sair da faculdade, conversando com alguns colegas surgiu o assunto: religião!
E um perguntou ao outro sobre sua religião...
Um era espírita, outro católico... E quando chegou a minha vez, eu disse: sou Umbandista!
Aquele famoso silêncio surgiu naquele momento... É até engraçado comentar isso, pois para mim é algo tão natural....
Em seguida, o questionamento:
- Você recebe? Alguém me perguntou....
Parei alguns instantes, refleti sobre as palavras ditas naquele momento e respondi:
- Sim, eu recebo sim....
Recebo todos os dias a condição de fazer minhas escolhas, sabendo que se forem precipitadas, o único culpado por isso serei eu mesmo...
Recebo de Deus uma nova chance no dia seguinte, para tentar fazer o meu melhor...
Recebo de Deus a chance de estimular minha paciência, mesmo sabendo que por vezes irei falhar ao tentar dominá-la...
Recebo da vida aquilo que dou a ela todos os dias...
Recebo dos outros, aquilo que dou a eles a cada momento de minha vida...
Recebo da religião aquilo que ela pode me oferecer sempre: um amor incomparável... Mas só se meu coração estiver em paz...
Recebo de um guia espiritual a palavra certa, na hora certa e no momento certo! O problema é que nem sempre estou disposto a receber...
Recebo sempre flores se semeio essa “terra” divina que é a vida...
Recebo sempre tempestade se espalho incertezas e dúvidas no meu dia a dia...
Recebo sim! Um novo amanhã....
Recebo sim um novo por do Sol mesmo se o dia anterior tenha sido assombroso e triste...
mas a claridade sempre estará ali, disposta a me iluminar...
Recebo sorriso se dou um sorriso para a vida...
Recebo lágrimas se só vivo diante delas...
Recebo de Deus um oportunidade imensa de corrigir falhas e fazer da minha vida, algo precioso e divino...
Recebo chance atrás de chance... Mesmo errando tanto no meu dia a dia...
Recebo o poder da escolha: ou propago a maledicência ou a benevolência, novamente a escolha é minha...
Recebo a chance de sonhar...
Recebo a chance de concretizar um sonho, mesmo deixando de acreditar nele por algum momento da minha vida...
Recebo a chance de viver... E não ter a vergonha de ser feliz!
Recebo um abraço, mesmo as vezes não merecendo...
Recebo um carinho, mesmo as vezes não o procurando...
Recebo a chance de descobrir o que é felicidade...
E melhor, de fazer da minha felicidade algo simplesmente único que nem aqui conseguirei expressar-me....
Há, e recebo também a possibilidade de manifestar a natureza de Deus no meu corpo, mesmo ele sendo por vezes um instrumento que anda desafinado, com partículas poluídas por pensamentos inoportunos e negativos e contendo um coração que carrega dúvidas e incertezas... Mas sempre disposto a recomeçar...
E através disso, recebo as qualidades de Deus, na minha vida e a partir daí, faço as minhas escolhas, sempre!
Respondendo a sua pergunta minha irmã: Sim, eu recebo!
Por alguns instantes, o silêncio tomou conta novamente daquele momento e mais nada foi dito... Apenas refletido....
E depois eu fui embora, simplesmente esperando “ receber “ outra oportunidade dessas...
E você, também recebe?

Um forte abraço!

Junior Pereira


quinta-feira, 12 de abril de 2012

ALCANÇANDO A MATURIDADE


"Porque sou do tamanho do que vejo. E não do tamanho da minha altura..."
(Fernando Pessoa)

“Há tempos venho refletindo sobre o tema “maturidade” e tenho percebido uma certa resistência das pessoas quando falamos sobre isso.
Ouço diversas opiniões e acho interessante, pois percebo o quanto somos diferentes uns do outros e o quanto isso é importante para nossas vidas.
Podemos a todos os momentos aprender com isso, com pontos de vista diferentes e maneiras diversas de enxergar a vida....
Percebei que maturidade é algo ainda muito questionado entre nós, pois para termos isso em nossas vidas, não basta apenas “ anos de vida” mas sim como
vivemos esses “anos em nossas vidas”. Até mesmo depois de tempos de existência, ainda temos muito o que amadurecer, principalmente quando vivemos em épocas de inovação,
época de uma outra realidade onde aquilo que tínhamos como certo e verdadeiro em nossas vidas, poderá dar espaço a outro aprendizado,
sendo necessário “ esvaziar “ o velho para que o novo comece a fazer parte de nós.
Para isso é necessário mudar, e quando falamos em mudança temos medo do que possa vir acontecer.
Mas mudar significa muitas vezes sair de nossa condição ( muitas vezes cômoda ) para fazer e agir diferente, sendo necessário em alguns momentos abrir mão de algo
para conquistarmos coisas novas em nossas vidas.
Mudar é amadurecer, é em um determinado momento de nossas vidas, traçar um novo caminho onde a única certeza que temos naquele momento,
é a vontade de querer acertar novamente.
Amadurecer, é muitas vezes sofrer uma transformação e viver uma outra realidade, um outro momento.
E alcançar a maturidade é difícil, pois amadurecer é perceber a hora certa de aproveitar um momento, uma oportunidade,
tomando o cuidado de não deixar “ apodrecer ” o fruto de nossas vidas, aquele nosso sonho ou desejo simplesmente pela nossa falta de atenção de enxergar a hora certa de colher...
Alcançamos a maturidade, quando deixamos nossa vaidade de lado para fazermos o que tem q ser feito, não importante com o que os outros dirão a respeito,
pois as críticas sempre farão parte de nossas vidas.
Caberá a nós saber lidar com elas...
Alcançamos a maturidade, quando aprendemos que caridade não significa dar o que sobra, mas muitas vezes dividir o pouco que temos.
Ser caridoso não significa ser tolo, mas sim ter em seu coração o desejo de ajudar.
Nem sempre a ajuda que a vida pede é financeira, muitas vezes alguém precisa simplesmente ser ouvido, de um simples abraço...
E você, já abraçou alguém hoje?
Alcançamos a maturidade, quando percebemos que para ser feliz, basta querer ser....
Felicidade é algo que não está nas mãos dos outros, mas sim nas nossas.
Compartilhar nossa felicidade é possível, esperar que alguém nos faça feliz não, pois depende de nós para que isso aconteça.
Alcançamos a maturidade, quando aprendemos que “dar a outra face” não significa “ apanhar de novo”, mas sim dar uma nova chance a quem errou...
Lembrando que se hoje houve erros, devemos refletir pois amanhã poderá ser nós o autor desse erro...
Daí, com o mesmo “peso” que julgarmos, seremos julgados.....
Alcançamos a maturidade, quando percebemos que “perdoar” não significa apenas pronunciar: Eu te perdôo...
Perdoar é sentir nosso coração em paz quando nos deparamos com aquela pessoa que, supostamente errou contra nós...
Com o tempo, perceberemos que somos mais perdoados do que perdoamos....
E porque então, quando temos a oportunidade de perdoar alguém, não assim fazemos?
Puramente por orgulho nosso...?
Alcançamos a maturidade, quando deixamos de lado todo o orgulho que temos dentro de nós e vivemos a vida em sua totalidade.
Perceba algo agora:
Retire 03 situações de sua vida nesse momento:
Sua classe social, sua raça e suas roupas.
O que sobra...?
Mas o que diferenciará uma pessoa da outra nessa situação?
Agora, retire também o dom de falar e nossa inteligência, algo que Deus nos proporcionou...
O que resta...?
Até quando iremos fazer diferença uns dos outros, simplesmente por nossa condição de vida ou maneira de se vestir?
Ser ignorante não significa ser menos favorecido culturalmente, mas sim não ter olhos para enxergar a vida e perceber que se existem diferenças, são elas apenas momentâneas...
Alcançamos a maturidade, quando aprendemos que amar não significa dizer apenas “eu te amo”, mas sim aceitar as pessoas como elas são,
mesmo sabendo que elas poderão nos decepcionar lá na frente...
E decepção não significa somente que alguém “pecou” contra nós, mas que muitas vezes criamos “pessoas e situações” da qual queríamos que fosse da nossa maneira,
quando na verdade as coisas são como são e não devemos culpar os outros pelas nossas falhas...
Amar é bem diferente do que ser possessivo...
É muitas vezes abrir mão daquilo que acreditamos ser nosso, para seguir seu rumo, mesmo sendo ele diferente do nosso....
Alcançamos a maturidade quando pedimos a Deus algo, e deixamos ele agir...
Alcançamos a maturidade, quando aprendemos que, aquilo que sabemos ou temos como verdade em nossas vidas, pode ser pouco diante de tudo do que Deus criou,
e ainda cria....
A vida muitas vezes nos coloca diante da seguinte escolha:
Você quer ser feliz, ou somente ter razão?
Alcançamos a maturidade, quando percebemos que ainda temos muito o que amadurecer....”
Um forte abraço a todos!
Junior Pereira